• Renan Santos

O maior bem de uma empresa são as pessoas certas nas funções certas

Atualizado: 9 de Out de 2019

Saaalve galera, tudo bom com vocês?


Posso dizer que hoje estou empolgado e focado na geração de conteúdo. Já foram duas postagens no Instagram e no LinkedIn em um período de menos de 2 horas, e agora mais um artigo no blog.

Bora lá?

É impossível sabermos o que esse rapaz na imagem está sentindo, pode ser preocupação, desanimo, medo, ansiedade, sono, tudo isso junto e misturado ou algum outro sentimento que não me veio à mente nesse momento. Ele inclusive pode não estar sentindo nada disso, mas pensando:


"O que é que eu vim fazer aqui hoje, nessa empresa, nessa mesma mesa? Mais um dia fazendo as mesmas coisas que não tem nada a ver comigo. Não gosto de ligar para essas pessoas e negociar com elas. Não gosto de fazer esses orçamentos. Não gosto de ficar todo mês tentando bater metas."


Você se identifica com esse rapaz? Você conhece alguém que está passando por algo parecido? Aquela sensação estranha de estar fazendo algo que é totalmente incongruente com o próprio eu, de estar na função errada dentro da organização, não conseguir desempenhar bem uma função ou tarefa pois aquelas atividades vão totalmente contra as suas habilidades naturais.


Se você se identificou de alguma maneira, é possível que você tenha uma perfil estrutural e comportamental totalmente incompatível com a função que exerce atualmente. Digo mais, há ainda uma grande possibilidade de você ter feito um curso superior ou técnico que não estão totalmente conectados com você.


Como assim Renan?


Vou falar um pouquinho sobre mim e tenho certeza que você entenderá.


Me formei em Engenharia Mecânica em Julho de 2015, mesmo ano que me casei inclusive. Eu e meu grupo tiramos um categórico 9,5 em nosso trabalho de conclusão de curso. Me lembro como se fosse hoje a sensação de dever cumprido, satisfação e alegria. Saímos para comemorar, obviamente.


Eu já atuava na área, era projetista de máquinas vibratórias e gostava do meu serviço. Me satisfazia usar minhas habilidades e conhecimentos adquiridos na faculdade e também ao longo de mais de 4 anos atuando nessa mesma função em outras empresas. Porém sentia ainda uma extrema dificuldade em ser cada vez mais técnico para analisar sempre friamente cada prós e contras das máquinas projetadas. Era cobrado por isso, afinal eu já era um engenheiro, deveria pensar em todas as possibilidades, ser totalmente analista. Por mais que eu tentasse, estudasse, me esforçasse, ficasse sozinho projetando, eu não conseguia ter essa facilidade para pensar e analisar tudo.


Comecei a perceber que em várias situações quando havia problemas na produção ou fabricação de itens e meu superior solicitava que eu parasse de projetar e fosse resolver, eu sentia mais satisfação nessa troca de informações, relacionamento com as necessidades e problemas dos funcionários e como poderíamos solucionar, do que trancado na sala analisando, projetando e pensando.


Cada problema no chão de fábrica, cada vez que solucionávamos e ultrapassávamos uma barreira, sempre que através de um brainstorming ou de uma simples mudança de pensamento resolvíamos as situações, eu sentia uma satisfação imensa. Em determinadas semanas, eu passava mais tempo com o pessoal da área fabril, dando suporte à eles, mostrando que eles também eram importantes para a organização, do que realmente em frente ao meu computador projetando.


A conclusão dessa minha situação é óbvia não é mesmo? Eu estava na função errada! Minha estrutura e comportamentos eram muito mais adequadas para ser alguém que faz o elo de ligação entre fábrica e departamento de projetos, ou alguém encarregado de departamento de produção e preparação de matéria prima, do que ficar trancado horas em uma sala, focado em uma única coisa. Eu não tinha um perfil TÉCNICO, mas sim um perfil de RELACIONAMENTO.


Vale ressaltar que mesmo eu tendo esse perfil eu poderia ao longo do tempo ir adquirindo características de alguém mais técnico, entretanto é algo totalmente possível, porém, isso seria mais doloroso para mim, totalmente fora da zona de conforto. Outra ótica sobre a situação é analisarmos pelo ponto de vista da organização, pois talvez eu não estava desenvolvendo essas características na velocidade que esperavam baseado na expectativa criada em mim e nem acompanhando o crescimento da empresa.


Caso você tenha chegado na leitura até aqui pode estar pensando realmente que você está na função errada de acordo com sua estrutura e que não tem mais alternativas, a não ser continuar infeliz ou se sentindo incapaz. Pois eu lhe garanto que há uma saída para você.


Minha principal referência nessa área é o ganhado do prêmio Nobel de economia no ano 2000, James Heckman, que em uma metáfora, compara a personalidade de uma adulto a um prédio. Ele diz que é improvável mudar a estrutura do prédio (personalidade), mas é possível aperfeiçoar o acabamento (características e habilidades).


Isso significa na prática, que há pessoas com aptidão natural para liderar, se relacionar, vender, desenvolver e analisar, e que podem aprimorar ainda mais essa habilidade.


Do mesmo modo, há indivíduos que nunca demonstraram interesse em comandar, se relacionar, vender, desenvolver e analisar, mas que por necessidade ou oportunidade se transformam em ótimos líderes, vendedores, influenciadores, desenvolvedores e analistas. E conseguem isso por meio do esforço e do estudo diligente.


A neurociência chama de neuroplasticidade a capacidade de o cérebro adulto - mesmo com uma estrutura relativamente estável - aprimorar conhecimentos, buscar caminhas neurais alternativos, formar novas sinapses (ligações entre neurônios) e aprender coisas complexas, como um novo idioma, mudar de profissão na meia-idade, aprender técnicas de liderança para potencializar a carreira ou obter melhores resultados nos negócios.


O problema é que a neuroplasticidade tem limites e demanda tempo e energia: quando você se esforça para aprimorar um ponto forte estrutural (personalidade), há pouco gasto de energia e a melhora de desempenho é muito mais rápida, comparada ao esforço para aprimorar seu acabamento (características e habilidades) que não são nativas suas. Por essa razão a facilidade para executar algumas tarefas e a dificuldade para executar outras.


Voltando ao meu caso, eu já havia percebido que tinha essa dificuldade e após realizar o ASSESSMENT DISC® só confirmou minhas habilidades naturais, quais eu teria dificuldades para desenvolver e formas de potencializar cada um dos pontos fortes e limitantes no meu dia-a-dia.


Você pode saber mais sobre o ASSESSMENT DISC® clicando aqui.


Falando por experiência própria, essa ferramenta pode abrir os seus olhos e fazer você mudar a rota da sua vida profissional, pessoal e nos relacionamentos.


Se você está precisando se conhecer mais, quer uma mudança na vida ou conhece alguém em situação semelhante ao que eu passei, compartilha esse artigo, pode comentar, me ligar, que terei prazer em ler e ouvir o que tem pra dizer.


Caso você enxerga que isso pode ser o salto que falta para seu negócio deslanchar pois percebe pessoas com características totalmente fora da função que exercem, entre em contato comigo que eu tenho certeza que posso ajudar, afinal:


"Pessoas não são o ativo mais importante de uma empresa. As pessoas certas é que são." - Jim Collins.


Forte abraço e lembre-se: Seja Causa da sua transformação!

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